Saúde e DDHH
10/11/2008
Servidores realizam ato na Alerj na quarta-feira contra a privatização das merendas nas escolas estaduais

Nessa quarta-feira, dia 12, os servidores do estado realizam um ato público nas escadarias da Alerj, a partir das 14h, em defesa das merendeiras e da escola pública. Haverá apresentações de esquetes de teatro sobre a situação do funcionalismo estadual e panfletagem na Praça XV. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (MUSPE) participa da manifestação.

 

A manifestação vai denunciar a intenção do governador Sérgio Cabral de privatizar o sistema de distribuição das merendas nas escolas da rede estadual, o que implicará no aumento dos custos das refeições de R$ 0,32 para R$ 2,09 (dados de O Globo). No dia 21 de outubro foi realizada uma audiência pública na Alerj, convocada pela Comissão de Educação para discutir as  mudanças anunciadas sobre o fornecimento das merendas na rede estadual. Nessa audiência, a secretária estadual de Educação não respondeu os principais questionamentos dos deputados e do Sepe.

 

O Sepe defende que a merenda seja feita nas escolas não só porque ela é mais barata, mas porque a relação existente desde o preparo até a distribuição da merenda é um processo pedagógico, que  contribui para interação entre os alunos e funcionários. Além disso, a Região Metropolitana conta com variações culturais que englobam também a alimentação. As escolas sempre tiveram a prática de adaptar o cardápio ao gosto dos alunos e nas festas escolares preparar um cardápio especial. Assim, ao instituir o fim das merendas, o que irá acontecer com mais de 5 mil merendeiras? Para onde elas vão?

 

É muito estranho o governo emitir uma portaria de fevereiro de 2008 (nº E-03/2008/08 de 27/02/08) e somente oito meses depois marcar a licitação para a feitura das merendas (publicado em edital de 15 de outubro). O governo se baseia em uma pesquisa realizada pela SEE, que constatou  que os alunos consomem somente 35% da merenda paga. A questão é que até hoje tal pesquisa não foi apresentada nem ao Conselho de Merenda, nem ao Conselho de Educação. Também não sabemos quais os critérios utilizados para a pesquisa, que órgão realizou e como realizou. Enfim, o governo simplesmente impõe sua vontade sem ouvir todos os setores envolvidos.

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