Saúde e DDHH
21/03/2014
Prefeito Paes gasta milhões de reais na Copa, mas para a cozinha dá esmola


A cidade do Rio de Janeiro se transformou num balcão de negócios, onde o nosso dinheiro vem sendo repassado para os amigos empresários de Eduardo Paes, que financiaram sua campanha e agora pedem a fatura.

A prefeitura do Rio de Janeiro é a segunda que mais arrecada no Brasil; a cidade é rica, mas a maioria do seu povo é pobre.

Na greve do ano passado, os profissionais de educação exigiram a implantação do plano de carreira unificado, além de um aumento real e melhores condições de trabalho. Mas na sua lógica política de economizar a todo custo, Eduardo Paes não garantiu um plano de carreira que pudesse valorizar as merendeiras, agentes auxiliar de creches, agente educadores, secretários, serventes, professores.

Arrancamos 19% de aumento na luta, mas o plano unificado não veio.

Agora, mais uma vez, Paes se utiliza da Câmara dos vereadores para vender ilusão para as merendeiras, criando uma gratificação para esse setor.

O Sepe quer deixar claro que se realmente a intenção é começar a resolver o problema das merendeiras, o que deveria ser feito, de imediato, era a chamada das merendeiras que estão no banco e novo concurso, pois essas trabalhadoras estão morrendo nas cozinhas.

E agora que a maioria das merendeiras está doente, o prefeito quer pagar uma gratificação? Para que? Para calar nossa boca, pois sabem do potencial que as merendeiras têm - quando a merendeiras param as atividades em uma greve, elas arrastam toda a sua escola para o movimento, pois a escola não funciona sem elas!

É bom lembrar que gratificação não será levada para aposentadoria e que não será paga em caso de faltas, mesmo de doenças. É assim que o vereador quer nos ajudar?

Ele quer ajudar o prefeito, pois com isso nos divide e tenta impedir nossa luta.

Além disso, a nossa luta pelas 30 horas é histórica; se o vereador vai apresentar um projeto que regulamente isso, não faz mais que sua obrigação, pois as merendeiras junto com o Sepe pede isso há anos!

Não queremos mudar nossa nomenclatura para agente de alimentação escolar, pois somos cozinheiras, e queremos ser reconhecidas como tal. O vereador tenta, desta forma, economizar o dinheiro da prefeitura, pois salário de cozinheira é maior do que de agente.

Não tenham ilusão, só a luta muda a vida.

Queremos chamada de merendeiras já!

Mudança para nomenclatura de cozinheiras já!

Concurso público já!

Regulamentação da carga horária de 30 horas já

Plano de carreira unificado já!

 


Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
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